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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Cópias - De Volta à Vida



As questões morais, éticas e científicas são colocadas de lado, endossando os absurdos do roteiro

“Cópias - De Volta à Vida” tem início com Will Foster – o cientista-chefe, interpretado por Keanu Reeves, e sua equipe, prestes a transplantar o cérebro de um cadáver masculino para um robô. Concluído o procedimento, o ser revivido reage de modo inesperado e deflagra um processo de automutilação.

Aparentemente insatisfeito com o conteúdo caricato das cenas iniciais do longa, o diretor Jeffrey Nachmanoff transforma a sua ficção-científica em uma comédia nonsense, delegando, ao protagonista, uma viagem de carro noturna, sob chuva torrencial, em companhia de sua família composta por esposa e três filhos, anunciando o previsível acidente do qual, somente ele sobrevive. À beira da estrada, ele decide arquitetar um plano para replicar toda a sua família que, naquele momento, não passa de corpos enfileirados, lado a lado, no local do acidente. As questões morais, éticas e científicas são colocadas de lado, endossando os absurdos do roteiro de Chad St. John.

Sem qualquer argumento consistente que possa definir o longa como melodrama familiar – sobre a história de um homem que se permite qualquer coisa para trazer sua família, vítima de um acidente fatal, de volta à vida – ou como um thriller – com foco na batalha de um homem contra a conspiração de um governo – restam  "emaranhados neuro-fibrilares", "transferência ocular", "córtex viável" e “comandos de início de sequência de mapeamento” proferidos, exaustivamente, durante os infindáveis cento e sete minutos de duração do longa, passando um recibo de total falta de texto e de mínimo de coerência, até mesmo para justificar uma comédia sem qualquer apelo para risadas genuínas.

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