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terça-feira, 9 de abril de 2019

Los Silencios



Extrapola ao abrir o leque de variantes entre política, espiritualidade e o horror da realidade de maneira lenta e inebriante

A pantanosa região amazônica – que faz fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru – serve de pano de fundo para o longa “Los Silencios” que extrapola ao abrir o leque de variantes entre política, espiritualidade e o horror da realidade de maneira lenta e inebriante – seja pelo didatismos direcionado ao espectador ou pelo fascinante visual que se propõem a um fechamento emotivo e frágil, que se inicia dentro de um pequeno barco que vai em direção a um píer, no meio da noite. Amparo (Marleyda Soto) – uma refugiada da Colômbia com esperança de chegar ao Brasil – desembarca no píer e é recebida por sua tia que lhe acolhe em sua minúscula casa em um lugarejo intitulado ‘Ilha da Fantasia’.

A metáfora sugerida pelo título e pela direção de Beatriz Seigner é minuciosamente elaborada no que diz respeito à simbólica paisagem sonora. A mixagem do silêncio e quietude contrasta com os sons da natureza e com tons quase sobrenaturais, como uma clemência proferida para os refugiados que transitam entre vivos e os mortos na busca de apenas um lugar para viver.

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