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quarta-feira, 17 de abril de 2019

O Mau Exemplo de Cameron Post




Visível serenidade e aura solar fervorosa de esperança

Uma adolescente órfã da Pensilvânia – totalmente desarmada contra convenções sociais e ciente de seu senso de identidade não negociável – é compelida a ser internada, por sua tia, em um campo cristão de terapia de conversão gay. A maturidade precoce da protagonista é desenhada por Chloë Grace Moretz, que revela a sua versatilidade ao dar a vida à jovem Cameron Post.


O desenrolar dos equivocados atos que estruturam o drama “O Mau Exemplo de Cameron Post” tem início com dia do baile de formatura de Post, ao ser flagrada por seu namorado, no banco de trás do carro deste, beijando e abraçando apaixonadamente, a rainha do baile Coley Taylor (Quinn Shephard). A partir desse fato, que chega ao conhecimento da tia de Post, Cameron é exilada de seu meio e passa a conviver com outros jovens considerados por seus responsáveis como “doentes” ou “anormais” por sentirem atração afetiva por pessoas do mesmo sexo, internos na instituição denominada ‘Promessa de Deus’. A severa líder da instalação – a Dra. Lydia Marsh (Jennifer Ehle) – juntamente com o seu oprimido irmão ‘ex-gay’ – o Reverendo Rick (John Gallagher Jr.) – acreditam não existir a homossexualidade e, a partir desse credo, de forma sistémica, partem para a destruição da vontade de existir dos jovens internos, tendo em vista o seu comportamento legítimo e nato.

O otimismo contido na direção da cineasta iraniana-americana Desiree Akhavan conta com visível serenidade e aura solar fervorosa de esperança – muito provavelmente pela ingenuidade e pela curta duração do longa noventista, atualíssimo e urgente, no momento em que ´terapias’ de conversão de comportamento sexual ainda é inexplicavelmente legal em muitos recantos desse vasto mundo, governados por defensores da ‘cura gay’, como uma forma de perpetuar o fundamentalismo religioso acima de tudo, de todos e contra a laicidade dos Estados.

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