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quinta-feira, 4 de abril de 2019

Shazam!



A virada de página da Warner Bros., em meio ao universo DC

Finalmente, a virada de página da Warner Bros., em meio ao universo DC, é deflagrada com o longa “Shazam!” – uma genuína ode à infância, contrapondo aos tempos em que a esperança e a admiração, a partir do público infantil, têm como foco personagens adultos.

David F. Sandberg homenageia os fãs dos quadrinhos com a sua direção repleta de despojamento, contemplando a dose certa de passagens cômicas e uma história apaixonante sobre um garoto que é eleito por um bruxo para se tornar o ser divino Shazam – um herói adulto com alma de criança, que se propõe a testar suas habilidades com imprudência e alegria infantil.

Originalmente, intitulado Capitão Marvel, nos quadrinhos de 1940 – por conta de uma longa ação judicial sofrida pela DC, movida pela Marvel Comics, que havia registrado o nome Capitão Marvel em uma de suas revistas em 1972 – o super-herói concebido pela DC foi obrigado a ter o seu nome alterado para Shazam. Sandberg consegue desassociar o Capitão Marvel de Shazam, com muita confiança e equilíbrio, impulsionado pela emoção de um adolescente agraciado com superpoderes e que, não obstante, mantém seu comportamento lúdico - tão à míngua na atual conjuntura e que, inofensivamente, não exige o olhar amadurecido do espectador, mas o que há de criança dentro de si.

O longa, durante toda a sua projeção, mantém a alegre jovialidade, sem qualquer subterfúgio e, com isso, não decepciona os jovens, tampouco os adultos que saem da sessão como crianças, enaltecendo os deuses Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio – cuja composição das primeiras letras de cada nome é responsável pela origem da palavra Shazam.

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