Counter

terça-feira, 7 de maio de 2019

Cemitério Maldito



Causa uma profunda tristeza no espectador que anseia por algo, realmente, assustador.

O doutor Louis (Jason Clarke), a dona de casa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos – Ellie (Jeté Laurence), de 8 anos e Gage, o bebê – logo depois de se mudarem para uma nova casa, a família descobre que seus extensos terrenos abrigam um cemitério de animais.  Quando o doce gatinho de Ellie é atropelado por um caminhão, o vizinho Jud (John Lithgow) sugere um local, além do cemitério, para enterrá-lo e, como em um passe de mágica, o felino volta a viver. Porém, a partir de então, o felino passa a não mais ser bonzinho, fato esse que provoca a sua rejeição por parte de Ellie.

Essa nova versão de um romance de Stephen King, de 1983, está longe de ser tornar um clássico – muito menos, um filme cult – muito devido à direção de Kevin Kölsch e Dennis Widmye que, com um tom beirando ao deja-vú, causa uma profunda tristeza no espectador que anseia por algo, realmente, assustador. O volátil roteiro expõe a história a uma desinteressante reflexão sobre a morte, o luto, a solidão e a maldade que espreita o âmago de todos os seres vivos.

“Cemitério Maldito” se acovarda no vazio do sofrimento, que interage diretamente com credos. Portanto, perde a essência do romance de King e, por não ousar alçar voos mais longínquos, torna-se apenas mais um filme, dentre outros tantos repletos de sustos previamente programados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário