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terça-feira, 14 de maio de 2019

Hellboy



Anticlímax e história desinteressante

A partir da missão que visa acabar com as ambições genocidas da maléfica feiticeira Nimue, dá-se início à reinicialização do filme “Hellboy” – um ser de aspecto satânico, filho de um demônio com uma feiticeira. A ação se desenvolve estabelecendo uma linha tênue entre a repulsa e a falta de inventividade, presente na essência do caçador de monstros que, ao confrontar suas próprias origens e a sua existência como “meio homem-meio diabo”, luta para salvar o mundo das garras da Rainha de Sangue – Vivian Nimue, esquartejada pelo Rei Arthur. Os pedaços de seu corpo foram trancados em caixões, separadamente, visando impedi-la de passar pela terra com sua gangue apocalíptica.

Se por um lado, o diretor britânico Neil Marshall se aprofunda na amplitude de Hellboy, para a felicidade dos fãs dos quadrinhos, acaba por contrariar os não familiarizados com o universo dos gigantes, composto por: bruxas, lutadores de luta livre, lobisomens leopardos, rituais ocultistas nazistas, Rasputin, Leni Riefenstahl, Sasha Lane – como uma psíquica que vomita Aparições, um homem-javali, a escrivaninha de Winston Churchill, Merlim, místicas sociedades secretas e óbvio, Baba Yaga – azáfama repleta de agressões visuais gratuitas sob riffs de guitarras, trilha sonora anticlímax e história desinteressante.

Ironicamente, o alívio é alcançado pelos acordes de “Kickstart My Heart” – da banda Mötley Crüe, prenunciando o fim que, para os menos aficionados por Anung Un Rama, chega tarde demais.


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