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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Tudo o que Tivemos



Pessoas imóveis em seus sofrimentos, diante de uma guerra travada entre o existencial e a inevitável tomada de decisões, à sorte da imprevisibilidade.

Uma história que se meandra, suavemente, pela demência de Ruth (Blythe Danner) – a amada esposa de Bert (Robert Forster). Durante um de seus momentos de perambulação, sob neve intensa, Ruth é resgatada e se torna objeto de tomada de decisões de seu próprio destino pelo casal de filhos adultos e pela neta adolescente que, relutantes, se reúnem na casa dos idosos, em Chicago, às vésperas das festas natalinas.

A pureza contida no filme “Tudo o que Tivemos” se dá graças à direção de Elizabeth Chomko, que sensibiliza o espectador, não somente, durante todo o longa, mas mesmo após o seu  inesperado termo; diverte com seu humor, como um dispositivo de enfrentamento consciente sobre o universo do mal de Alzheimer.

O discreto porém, luxuoso elenco – coestrelado por Hilary Swank, Michael Shannon e Taissa Farmiga – confere o elevado tom intergeracional ao drama família, com performances naturais, fortes, intrépidas e intratáveis, que desenham o estranho retrato de pessoas imóveis em seus sofrimentos, diante de uma guerra travada entre o existencial e a inevitável tomada de decisões, à sorte da imprevisibilidade.

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