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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Santiago, Itália - um longa nitidamente clássico e sem desvios capazes de classificá-lo como um filme híbrido

Um longa nitidamente clássico e sem desvios capazes de classificá-lo como um filme ‘híbrido’



Chile 1973 – a embaixada italiana em Santiago apoia centenas de opositores ao golpe de estado, deflagrando a gênesis de décadas de ditadura militar naquele país.

A partir desse episódio, o generoso olhar de Nanni Moretti conduz a essência de seu trabalho como diretor cinematográfico e formata o documentário “Santiago, Itália” como um longa nitidamente clássico e sem desvios capazes de classificá-lo como um filme ‘híbrido’. A imparcialidade contida nas entrevistas destaca a falta de conflito intelectual num material que deveria ser abrangente e não, conscientemente inconsistente e, por isso mesmo, alguns momentos são capazes de entorpecer o espectador – principalmente quando se coloca Salvador Allende contra Pinochet e liberdade versus repressão.

Somente a partir dos últimos minutos do documentário, o título faz jus à película ao deslocar a atenção do espectador para a embaixada italiana em Santiago – local fundamental para o refúgio de cerca de duzentos e cinquenta pessoas, após a transição brutal da democracia para a ditadura no país sulamericano.

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