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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Toy Story 4 - a certeira continuidade da franquia que encanta e emociona


A certeira continuidade da franquia que encanta e emociona gerações, de todas as idades, há quase vinte anos


Quarto longa de animação em 3D da franquia Toy Story, produzido pelos estúdios Disney e Pixar, Toy Story 4, com direção assinada pelo cineasta, dublador e roteirista estadunidense Josh Cooley, dá sequência ao ról de sentimentos e valores que aditivam o lúdico presente nas histórias, desde o primeiro filme, lançado em 1995, tais como: insegurança, medo do abandono e da troca, ciúmes, inveja, traição, lealdade, arrependimento e resignação - envolvendo, em especial, os brinquedos protagonistas o Xerife Woody e o patrulheiro espacial Buzz Lightyear, que pertencem ao menino Andy, na ocasião, com seis anos de idade. Em Toy Story, o antagonismo fica por conta do menino Sid, cujo desvio de comportamento faz com que se diverta a partir do desmonte de brinquedos para transformá-los em composições bizarras.

Em Toy Story 2, o trauma frente ao abandono dos brinquedos por seus donos toma proporções ainda maiores, associado à vaidade, ao egocentrismo e à ganância, quando Woody se depara, fortuitamente, com uma coleção relacionada com o programa de TV dos anos 1950 – ‘O Rodeio de Woody’ – do qual o Xerife era a estrela. Essa descoberta está associada ao momento em que o brinquedo de Andy conhece a vaqueira Jessie, o cavalo Bala no Alvo e Mineiro – também conhecido como Pete Fedido, o vilão da história. Nessa sequência, o sentimento de abandono real é deflagrado, a partir da tristeza carregada por Jessie, cuja dona a entrega para doação, conduzindo a mensagem que a razão de ser de qualquer brinquedo é ser amado por uma criança.

A terceira animação da franquia enfoca o desapego de Andy - um adolescente ingressando na fase adulta - pelos seus brinquedos e no futuro desses com destino ao sótão ou à doação, ou ao lixo. Novamente, o acaso conduz os brinquedos de Andy para uma creche, à título de doação, onde a ilusão, a decepção e a conspiração se materializam em Lotso – um urso de pelúcia cor-de-rosa com cheirinho de morango, o vilão da vez. Insere-se, na sequência, Bonnie – uma das crianças da creche, eleita para ser a nova dona dos brinquedos de Andy, a partir de um mais que emocionante gesto de generosidade, desapego e confiança entre gerações, ao final do filme.

Toy Story 4 confere limites à máxima, adotada até Toy Story 3, de que todo brinquedo deve ser amado por uma criança e que, em contrapartida, deverá tomar conta daquela criança, incondicionalmente. A franquia resgata, do passado, o destino tomado por Betty - a pastorinha de porcelana e antiga namorada de Woody que compunha o abajur de mesa do quarto de Molly – a irmã caçula de Andy – juntamente com a ovelha de três cabeças – Mariel, Muriel e Abel. Emancipada e dona de si, Betty vive sem suas aventuras e sem amarras a qualquer criança.

Enquanto isso, Woody, ainda como brinquedo de Bonnie, ratifica sua lealdade e sua ideologia sobre os direitos e os deveres dos brinquedos, ao preservar a autoconfiança de sua dona, quando de seu ingresso em nova série da escola, auxiliando-a a montar um novo brinquedo, a partir de restos de recicláveis, catados na lata de lixo. Pronto! – o monstruoso, mas carismático e hilário Garfinho é criado, levado por Bonnie para casa e ganha vida sob o questionamento sobre o que faria daquela composição de lixo um brinquedo.

Novamente, a maldição do brinquedo perdido se faz presente, dessa vez, envolvendo Garfinho, cabendo a Woody a difícil missão de trazê-lo de volta para sua dona, coadjuvado pelos personagens dos filmes anteriores e por novos personagens, cujo antagonismo, dessa vez, fica por conta da boneca Gabby – um brinquedo que não acredita na sua capacidade de conquistar uma criança por conta de sua caixa de voz danificada.

Surpreendentemente, chega a vez de Woody reavaliar seus conceitos sobre sua vida enquanto brinquedo - com a essencial ajuda de Betty - promovendo um ponto de inflexão à linearidade dos roteiros, até então, desenvolvidos, mas garantindo o sucesso conquistado até Toy Story 4, a certeira continuidade da franquia que encanta e emociona gerações, de todas as idades, há quase vinte anos.



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