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segunda-feira, 1 de julho de 2019

O Olho e a Faca - sem referencial emocional, que confunde sonho com realidade


Sem referencial emocional


De um lado, um acidente bizarro em uma plataforma de petróleo, cuja responsabilidade recai sobre o líder do grupo de embarcados. De outro, um cara gente boa, muito querido pelos companheiros de labuta que, na disputa pelo cargo de gerente da plataforma, vê todo o carinho e camaradagem, dispensados pelos colegas, se perder no fundo do mar. Em terra firme, esse homem, apesar de casado, com filhos e pais vivos, também dá suas escapadinhas e tem uma vida em paralelo com uma amante – linhas gerais do filme “O Olho e a Faca”, filosoficamente dirigido por Paulo Sacramento.

O elenco é composto por Roberto Birindelli, Caco Ciocler , Maria Luísa Mendonça, Luís Mello e conta com uma rápida aparição, quase sem texto, de Débora Nascimento. Maciçamente, o cast parece servir apenas de escada para Rodrigo Lombardi e seu personagem sem referencial emocional, que confunde sonho com realidade, encara todos que o cerca como inimigos, e tenta, de todas as formas contidas em um surto psicótico, voltar à terra e abandonar o mar interno de sua alma atormentada.

Apesar do argumento deixar o espectador a ver navios quanto à meta pretendida pela produção, o longa é agraciado com produção sonora estruturada pela expertise de Miriam Biderman, Ricardo Rei e André Tadeu e com a primorosa fotografia de José Roberto Eliezer – que impedem que  “O Olho e a Faca” se posicione em patamar abaixo daquele reservado para um filme regular.

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