Counter

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal | a ponta de um iceberg cuja porção submersa não é possível dimensionar em apenas duas horas de duração do longa



O espectador não conhecedor da história de Bundy, se depara com um drama cauteloso que não se explica e que não apresenta os motivos, mas somente a pseudo natureza do protagonista pelo olhar de uma mulher que o conheceu intimamente



Sob o pseudônimo de Elizabeth Kendall, Elizabeth Kloepfer – a mulher que foi, por algum tempo, a principal figura no estranho universo do primeiro  dentre os mais temíveis assassinos da história dos Estados Unidos da América durante os anos 1970, responsável pela qualificação dos assassinatos em série – é autora do livro "O Príncipe Fantasma: Minha Vida com Ted Bundy", adaptado para as telas do cinema sob o título “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal”. O longa exercita um olhar reflexivo sobre a sociedade que transforma casos policiais em entretenimento convencionais, muitas vezes televisionados em programas sensacionalistas em diversos horários e para toda a faixa etária, sem qualquer filtragem.

Liz Kendall é vivida pela atriz, modelo e escritora britânica, radicada nos Estados Unidos, Lily Collins – a namorada de Theodore Robert Bundy, por sua vez, incorporado pelo ator, cantor, dublador e produtor executivo norte-americano, Zac Efron – uma genial seleção do diretor Joe Belinger para o papel do charmoso, sedutor, perverso e sádico psicopata acusado pela morte e pelo estupro de trinta e seis mulheres, e de suspeita de outros tantos crimes de homicídios e de assédio sexual. A capacidade de comunicação do protagonista e a sua trajetória acadêmica como brilhante aluno de direito com forte indícios de conquista de uma extraordinária carreira profissional podem ser consideradas motivos facilitadores para a atração de mulheres por parte de Ted Bundy, pondo em cheque a credibilidade incondicional de um indivíduo desconhecido, a partir de um rosto bonito.

Ao assistir “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal”, o espectador não conhecedor da história de Bundy, se depara com um drama cauteloso que não se explica e que não apresenta os motivos, mas somente a pseudo natureza do protagonista pelo olhar de uma mulher que o conheceu intimamente – apenas a ponta de um iceberg cuja porção submersa não é possível dimensionar em apenas duas horas de duração do longa.


A diversidade comportamental do personagem título sugere um desesperado grito de alerta, que não atinge a sua parceira amorosa, durante um longo período – fato esse que não se conecta ao seu livro, pois disfarça a perspectiva do conceito sobre patologia, dando-lhe um tom bizarro de culto e de fascinação pela personalidade pública de Bundy, sem qualquer impedimento para que se torne o galã de sua própria história.

Nenhum comentário:

Postar um comentário