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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Histórias Assustadoras para Contar no Escuro



Sem provocar o menor lampejo de medo


Aos bons e velhos tempos dos anos 1980, quando alguns sustos bem colocados garantem a determinados filmes a classificação de terror – o longa “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” presta uma nostálgica homenagem frente a espectadores saudosistas que, àquela época, juntam sua turma para assistirem às matinês de filmes manchados com muito sangue, poluídos gritos de pavor e impregnados de personagens disformes – tudo regado à pipoca com guaraná.

A direção de André Øvredal constrói um clima claustrofóbico e sem muita luz, exatamente para que os oitentistas revivam a experiência de estarem ouvindo, e não assistindo uma história de terror. A violência, tão manifesta no gênero dos anos 1980, não se faz presente na adaptação do livro para o cinema. Mesmo contemplando um roteiro escrito a seis mãos, incluindo o cineasta, roteirista e produtor mexicano Guillermo Del Toro, o longa não entusiasma com a sua história ambientada em 1968, em uma cidade chamada Mill Valley, onde um grupo de adolescentes entra em contato com as histórias do autor dos livro homônimo do filme – Alvin Schwartz.

A série de histórias assustadoras forma um quebra-cabeça de contos contidos nos livros como: ‘The Haunted House’, ‘The Dream’, ‘The Red Spot’, ‘Harold’,  “The Big Toe, dentre outras que, juntas, contam uma única história – a de uma falecida jovem que guarda segredos bizarros, que se desdobraram em uma série de macabros acontecimentos, descritos em um livro que transcende o tempo e logo é descoberto por outros jovens que, sem saber, passam a fazer parte dos contos compilados no livro.

O Horror das imagens contidas na produção de Øvredal são dignas da geração millenium que, como a coleção de Schwartz, se faz direcionada às  crianças – sendo esta, a partir de histórias críveis e realmente assustadoras. Já, o filme, satisfaz a capacidade de assimilação infantilóide, sem muito atrativo e, pior que tudo, sem provocar o menor lampejo de medo.

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