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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Não Mexa com Ela



A insídia do machismo


Orna (Liron Ben Shulsh) é um exemplo de esposa e de mãe que batalha para ajudar a manter o bem estar da família, enquanto seu marido (Oshri Cohen) luta para manter seu novo restaurante, apesar de sua baixa frequência. Ao conquistar um emprego bem remunerado, Orna adentra o universo masculino do corretor imobiliário Benny (Menashe Noy). Com o tempo, Benny passa a acreditar que, não somente, se beneficia com habilidades imobiliárias de Orna, como também possa tê-la como um objeto sexual.

Sob a direção com olhar feminista de Michal Aviad o filme israelense “Não Mexa com Ela” é situado na atual Tel Aviv. Conduzido por um enredo oportuno, beirando ao satisfatório, o longa apresenta – de forma incômoda, muitas vezes, revoltante – a exposição das mulheres em um mundo predominantemente masculino que se sente no direito de assediar o gênero feminino, sob o tacanho subterfúgio de levar ao conhecimento de terceiros, de que homens pertencentes àquele universo têm prazer em se relacionar sexualmente com mulheres.

Aviad consegue captar, habilmente e ferozmente, a insídia do machismo, mas não foge do maniqueísmo dos atos acusatórios da mulher diante do abusador pois, com o seu desfecho rápido e sem a severidade no qual o assunto deve ser imbuído, não garante, ao longa, a autenticidade tão esperada, por uma história tão dolorosa, beirando ao patamar de terror psicológico.

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