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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Depois do Casamento



“Um grande negócio filantrópico”


Como se em dificuldade de expor, ao espectador, os detalhes de sua nova empreitada, o diretor Bart Freundlich recheia o longa “Depois do Casamento” com uma diversidade de emoções porém, incapazes de contagiar os personagens que se limitam ao papel de promissores intérpretes – fortemente engessados, dentro de uma história na qual Isabel (Michelle Williams) – uma norte-americana que trabalha em um orfanato em Calcutá – viaja para Nova York, a convite de uma magnata da mídia – Theresa (Julianne Moore) – que encontra-se prestes a vender sua empresa e deseja doar US$ 2 milhões à instituição indiana.

Durante a primeira reunião na sede da empresa, em Manhattan, Theresa convida Isabel para o casamento de sua filha, Grace (Abby Quinn), na casa da família, em Long Island, no dia seguinte. A chegada da humanitária à propriedade de sua futura doadora e de seu marido - o artista plástico Oscar (Billy Crudup) – desencadeia uma cascata de eventos que, num primeiro momento, deveriam apelar para a dramaticidade mas, de fato, se configuram em “um grande negócio filantrópico”.

As conexões entre os envolvidos transmitem fragilidade, enquanto deveriam ser avassaladoras. A moral da história não floresce, tampouco o roteiro é capaz de transmitir , com detalhes suficientes, o passado dos personagens. O drama não sustenta as razões da produção do longa, agravado pelo fato de ser um remake do filme homônimo dinamarquês de 2006, dirigido por Susanne Bier.

A debilidade presente no confronto entre a luta dos muito pobres pela sobrevivência e a angústia emocional dos muito ricos para se tornarem mais ricos, faz com que a versão sem idealismo de “Depois do Casamento” de Freundlich, seja uma forte candidata ao preenchimento de grade de programação vespertina de TV aberta.

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