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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Projeto Gemini



A qualidade das imagens promovem cenas credibilíssimas a ponto de transportar o espectador para dentro da ação


A esgotada e previsível fórmula de se desenhar filmes de espionagem internacional – contemplando cenas de ação, muitas vezes hilárias, transformadas em façanhas caricatas – minada pela superficialidade no desenvolvimento do enredo, deprecia o mais novo trabalho do cineasta Ang Lee, intitulado “Projeto Gemini”.

A licença, historicamente concedida aos filmes de espionagem – relativamente às ousadas cenas de ação, que fazem parte da abertura – em “Projeto Gemini”, se faz presente ao qualificar Henry Brogan (Will Smith) como o protagonista sniper designado pela "Agência de Inteligência de Defesa" para cumprir uma missão, executada pelo atirador de elite com inconcebível e fantasiosa destreza – a despeito das inúmeras incríveis cenas subsequentes, dignas de tirar o fôlego dos mais céticos dentre os espectadores mais exigentes. Além de não poupar o longa das cenas de ação que demandam tecnologia fotográfica e exímio desempenho ‘Le Parkuriano’ e expertise no domínio das técnicas de ‘Moto Racing’ e ‘Martial Arts’, Lee introduz um formato digital evolutivo de projeção a sessenta quadros por segundo – tecnologia denominada 3D+Em HFR – contra os vinte e quatro quadros por segundo dos atuais filmes 2D.

Certamente, a qualidade das imagens promovem cenas credibilíssimas a ponto de transportar o espectador para dentro da ação, fazendo com que as inexistentes elucidações quanto às origens dos personagens e aos porquês e ao desenvolvimento tecnológico do experimento gerador dos clones de Henry Brogan perca importância junto para o espectador, que sai da sala de projeção saciado por pão e circo, mas sedento por algo mais sedutor do que água da bica.

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