quarta-feira, 30 de outubro de 2019

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio



Interrompendo a sequência da saga ‘O Exterminador do Futuro’


Interrompendo a sequência da saga ‘O Exterminador do Futuro’ – composta por cinco filmes lançados entre 1984 e 2015 – e abandonando os cronogramas narrativos cumulativos da franquia, a produção de 2019 – ‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio’ – assume o papel alternativo para ‘O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas’, lançado em 2003 – por sua vez, consecutivo ao segundo filme ‘O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final’, dirigido por James Cameron.

A direção de Tim Miller entrega aos veteranos, seguidores da saga, uma história confusa, e aos calouros, uma história ainda mais confusa, com narrativas sem sentido, cenários genéricos, demonstrando sutil tentativa de resgate da atmosfera clássica do filme de 1984 que deu origem a franquia – ‘O Exterminador do Futuro’ - também sob a direção de Cameron. Em suma – um projeto nostálgico, incapaz de agradar, até mesmo, os menos exigentes.

Apoiando-se no retorno de Linda Hamilton (a icônica Sarah Connor), a cena de abertura traz de volta o seu filho John Connor (Edward Furlong) – ambos em uma praia ensolarada, possivelmente, felizes por terem impedido o iminente apocalipse do filme de 1991. Um exterminador entra em cena e mata John Connor, bem diante dos olhos de sua mãe. Em cena subsequente, surge a super soldado Grace (Mackenzie Davis), diretamente de um apocalíptico ano de 2049 que diverge, muito pouco, do futuro construído por Sarah e John.

Nesse futuro, contrariando a sequência original, não é mais a Skynet que extermina a humanidade, mas um sistema autoconsciente, sob a denominação de ‘Legião’.

Apostando no suspense tacanho e na ação presente em quase todos os momentos, ‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio’ se apresenta como um empreendimento vazio e voluntariamente histérico, de modo a prejudicar reflexões por parte do espectador, sobre as origens da humana que Grace tem que proteger.

‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio’, lamentavelmente, passa a impressão de uma fracassada mensagem pró-imigrante, não obstante do marcante reforço à tendência rumo ao empoderamento feminino. A cereja do bolo fica por conta de Arnold Schwarzenegger, que confere ao longa alguns momentos que sugerem uma pausa para risos pouco genuínos – um tom de ‘comédia’ em um filme que tenta, sem sucesso, ser levado à sério.

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