quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Carcereiros - O Filme



Deixa a desejar


Desprezando a possibilidade de realizar uma produção amparada por denúncia social, focada no dia a dia dos profissionais carcerários e os de seus detentos – como o fora impresso nas duas temporadas da série ‘Carcereiros’ veiculadas pela TV – José Eduardo Belmonte modela a sua direção de “Carcereiros - O Filme”, segundo os moldes dos filmes contemplando, eminentemente, ação explosiva.

Rodrigo Lombardi torna-se o ícone da série televisiva e, consequentemente, leva o longa de Belmonte nas costas, como Adriano – um historiador graduado, defensor da antiviolência, que segue os passos de seu pai e torna-se carcereiro no Complexo Penitenciário do Carandiru, na zona oeste da grande São Paulo.

Em “Carcereiros - O Filme”, a chegada do perigoso terrorista internacional – Abdel (Kaysar Dadour) – ao Carandiru deflagra um estado de tensão entre duas facções criminosas. A partir de então, Adriano assume a difícil tarefa na qual enfrenta a rebelião, ao mesmo tempo que deve garantir proteção ao terrorista – uma overdose de cenas que contempla uma fotografia digna de filme de terror, através da qual é impossível identificar o que acontece diante de câmeras nervosas, sob flashes de luz em meio a escuridão, sem uma trilha sonora que, pelo menos, instigue a imaginação do espectador, enquanto tenta entender quem corre atrás de quem, quem corre de quem, quem atira em quem e quem é baleado por quem.

No frigir dos ovos, o longa – mesmo com ressalvas de que se trata de um filme baseado na série televisiva de mesmo nome – deixa a desejar e desmerece, em muito, as histórias de Drauzio Varella publicadas no livro “Carcereiros” em 2012.

Nenhum comentário:

Postar um comentário