quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Link Perdido



Trama com perspicácia e emoção


A rica mixagem entre animação stop motion e os aprimorados efeitos de computação – potencializados pela impressionante técnica de indução à percepção em 3D – aponta para novos caminhos para visualização de filmes de animação, a partir da produção do longa “Link Perdido”, com seu enredo intelectualizado – o que o configura como um filme de assimilação não trivial por parte de um público infantil não habituado a ser estimulado intelectualmente por seus responsáveis.

Substancial e ambientado na Era Vitoriana, o filme conta a história de um explorador – cujas ideias não são aceitas pelo clube de elite de aventureiros, do qual ele deseja pertencer – e um ser ancestral primitivo solitário – o último de sua raça, que quer deixar o noroeste do Pacífico e se juntar a seus primos no Himalaia.

Ao tecer trama com perspicácia e emoção, o roteirista, escritor e cineasta britânico Chris Butler, habilmente, impressiona o público com tamanha energia emocional, a ponto de envolvê-lo, durante todo o longa. A habilidade com que o humor é introduzido na história é muito bem sucedida e funciona para a abordagem de assuntos, tais como: insulamento e distinção.

A duração de “Link Perdido” é agradavelmente dimensionada, com ritmo milimetricamente pensado e objetivo em sua mensagem, embora, para alguns, parecerá um tanto quanto ausente – possivelmente, por não terem atentado para a importância do combate à obsolescência.

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