sábado, 28 de dezembro de 2019

Frozen II



Ação, emoção, e muita música para aquecer o cantinho mais gelado do coração


Frozen II –  uma continuidade ao confortável enredo estabelecido pelo seu filme embrião, com potencial latente para se tornar uma franquia - A rainha Elsa, com suas habilidades mágicas, prospera como agente de pacificação e de prosperidade para a cidade de Arendelle; sua irmã, a princesa Anna, ainda configura uma excelente escada para a protagonista, como apoiadora e conselheira; Kristoff, o galante namorado de Anna,  apesar de decidido a lhe pedir a mão em casamento, falha a cada tentativa; por fim, o boneco de neve Olaf, neste episódio, imune ao derretimento, sustenta o filme com suas entradas e sacadas cômicas.

Apesar da aparente paz reinante, Arendelle encontra-se ameaçada por forças advindas de uma misteriosa floresta encantada. De modo a combatê-las, Elsa, na companhia de sua irmã e de seus amigos, deve transpor a névoa que circunda a floresta, domesticar as forças do ar, da água, do fogo e da terra, e descobrir o segredo sombrio que ameaça o seu reino.

O impressionante visual e a vibrante realidade gráfica da animação, transportam para tela do cinema cenas fantásticas que irrigam a imaginação do espectador, independente de sua idade. A digna direção Jennifer Lee e Chris Buck injeta ação, emoção, e muita música para aquecer o cantinho mais gelado do coração dos que buscam Fronzen como forma de entretenimento, sem qualquer demanda por um belo príncipe para solucionar os conflitos desenhados para a trama.

Ao apostar no amor fraterno e na cooperação mútua, os estúdios Disney molda a primeira princesa que não sonha em viver feliz para sempre ao lado de seu príncipe encantado. Na contramão dessa premissa, moldada à base de clichês retrógrados em vias de extinção, o discurso feminista torna a personagem consistente e orgânica para as novas gerações de espectadores, esperançosos por mais calor no coração e por menos frieza nas atitudes.

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