(In)justiça - Cenas impactantes e desconcertantes surpreendem todo o tempo

Emoções e sensações que fogem à obviedade

(In)justiça é um ensaio cênico que reflete sobre aspectos do sistema jurídico brasileiro, norteado pela indagação: o que os veredictos não revelam? Para tanto, apresenta a história do jovem Cerol que, involuntariamente, pratica um crime, desencadeando diversas concepções sobre o significado da justiça, seja a praticada pelo judiciário ou sentenciada pela sociedade.

As apresentações seguem até 17 de julho de 2022, integrando as atividades do projeto CÁRCERE - Aprisionamento em Massa e Seus Desdobramentos, contemplado pela 35ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que foi elaborado para comemorar os 20 anos que a Companhia de Teatro Heliópolis completou em 2020.


Permeado por imagens-sínteses e explorando a performance corporal, (In)justiça coloca em cena a complexidade da justiça no país, deixando a plateia na posição de júri em um tribunal. O embate entre os dois lados da justiça - da vítima e do criminoso - se estabelece em um jogo contundente que expõe com originalidade a crua realidade dos jovens pobres e negros. A música ao vivo confere ainda mais densidade poética ao ‘relato’, que foge da abordagem clichê.

A história de Cerol é contada de forma não linear. Exímio empinador de pipas, o garoto vive com sua avó; a mãe morreu no parto e o pai, assassinado. Depois de uma briga devido ao alto volume da música na vizinhança, Cerol é perseguido. Durante a fuga, dispara um tiro involuntário, atingindo uma mulher que morre em seguida. Ele é preso e submetido ao julgamento da lei e da sociedade. Com base nesse argumento, a Companhia discute os direitos humanos à luz da Constituição Nacional.


FICHA TÉCNICA - Encenação: Miguel Rocha. Texto: Evill Rebouças (em processo colaborativo com a Cia de Teatro Heliópolis). Elenco: Antônio Valdevino, Cícero Ciszo, Dalma Régia, Danyel Freitas, Davi Guimarães, Gustavo Rocha, Jucimara Canteiro e Walmir Bess. Cenografia/instalação: Marcelo Denny. Assistência de cenografia: Denise Fujimoto. Figurino: Samara Costa. Iluminação: Fagner Lourenço e Miguel Rocha. Provocação teórica e prática: Maria Fernanda Vomero. Provocação / teatro épico: Alexandre Mate. Provocação / teatro performático: Marcelo Denny. Direção de movimento: Lúcia Kakazu e Miguel Rocha. Preparação corporal: Lúcia Kakazu. Coreografia: Camila Bronizeski, Lucia Kakazu e Miguel Rocha. Oficina de dança: Camila Bronizeski. Oficina de mímica: Thiago Cuimar. Direção musical: Meno Del Picchia. Provocação vocal: Bel Borges e Luciano Mendes de Jesus. Musicistas: Amanda Abá (violoncelo), Bel Borges (violão, piano e percussão), Fernanda Broggi e Bruno Pássaro (percussão). Operação de luz: Fagner Lourenço. Operação de som: Edézio Aragão. Mesas de debates: Viviane Mosé, Gustavo Roberto Costa, Ana Lúcia Pastore e Cristiano Burlan. Mediação/debates: Maria Fernanda Vomero. Comentador convidado: Bruno Paes Manso. Direção de produção: Dalma Régia. Produção executiva: Davi Guimarães e Leidi Araújo. Design gráfico: Camila Teixeira. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Idealização/produção: Cia. de Teatro Heliópolis.

Espetáculo: (IN)JUSTIÇA

Com Companhia Teatro de Heliópolis

De 16 de junho a 17 de julho de 2022

Quintas, sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h

Bate-papo após sessões: 25 de junho; 2, 9 e 16 de julho - sábados.

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho

Rua Silva Bueno, 1533, Ipiranga. São Paulo/SP

Duração: 105 minutos. Recomendação: 12 anos. Gênero: Experimental


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