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Indiana Jones e a Relíquia do Destino - uma história simples e concisa

Atualizado: 7 de out. de 2023

Estrategicamente, aquilo que, em princípio aparenta se tratar de uma despedida, assume o potencial de um digno e promissor spin-off

Indiana Jones e a Relíquia do Destino - uma história simples e concisa

resenha: psales e msenna


“Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, dirigido por James Mangold, oferece uma emocionante e divertida viagem pela trajetória do renomado professor de arqueologia Henry Walton Jones Jr., estreada em 1981 com “Os Caçadores da Arca Perdida”. A partir de uma história simples e concisa, Relíquia do Destino mantém o ritmo de suspense e ação dos filmes de James Bond sob a atmosfera do History Channel concebido por George Lucas e Steven Spielberg desde o início da franquia.

A narrativa começa em modo flashback lançado na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, quando Indy encontra o sinistro nazista Dr. Jürgen Voller, brilhantemente interpretado por Mads Mikkelsen. Nesse prólogo, a adrenalina dos espectadores é capaz de atingir níveis inimagináveis, injetada pelas cenas de perseguição marcadas pelos desempenhos le parkour, direção ousada envolvendo automóveis versus tuc tuc, e sequências coreografadas com requintes de clichê de última geração no interior e em cima de vagões de trem.

Da mesma forma que a Arca, a Pedra Mística, o Santo Graal e a Caveira de Cristal foram os elementos que impulsionaram o roteiro dos quatro filmes anteriores, a relíquia da atual produção se faz presente através de um intrigante e misterioso artefato conhecido como “O Mostrador do Destino”, materializado pelo computador analógico e planetário mais antigo que se conhece, criado no século I a.C. na Grécia romana – o mecanismo de Anticítera – cuja invenção foi imputada, ficticiamente, ao matemático, filósofo, físico, engenheiro, inventor e astrônomo grego Arquimedes de Siracusa, pelo também roteirista Mangold, que lhe confere poderes de deslocamento no tempo.

A trama se desenvolve na Nova York de 1969, onde o já idoso professor Indy, prestes a se aposentar, dá continuidade à sua vida acadêmica como docente em arqueologia. Fugindo do preconceito etário e das aposentadorias como final de carreira de vida, Mangold evoca o resgate de intensas emoções, aplacando a ansiedade dos fãs pelas possibilidades de contemplarem um pouco mais das aventuras de um Indiana Jones incorporado por seu intérprete em carne e osso – Harrison Ford, por mais de quatro décadas. Estrategicamente, aquilo que, em princípio aparenta se tratar de uma despedida, assume o potencial de um digno e promissor spin-off.

O longa de 142 minutos de duração enaltece a credibilidade das sequências de ação ao apresentar um Harrison Ford contemplando, de forma nua e crua, os traços lhe conferidos pela idade, sem exageros. Coerentemente, Relíquia do Destino, como capítulo final da franquia e como uma despedida do personagem como protagonista, Ford e Mangold brilhantemente se esquivam da tentação da desnecessária e comprometedora recondução ao passado, mas permitindo a Indy um desgaste emocional compatível com a sua tão dignamente merecedora atual fase vida de seu intérprete – um endosso à mensagem definida nas entrelinhas que incita deixar o passado para trás e seguir em frente.

O equilíbrio nostálgico alcançado por Mangold é de extrema importância para aqueles não tão familiarizados com o personagem Indiana Jones, mas reconhecedores das características marcantes das obras de Spielberg – o filme não se despede, mas saúda, sempre abrindo espaço para um recomeço.

"Indiana Jones e a Relíquia do Destino" é uma adição empolgante e sincera à franquia, honrando tanto a essência do personagem quanto o legado cinematográfico de Spielberg. Os fãs de Indiana Jones certamente encontrarão satisfação nessa emocionante aventura que proporciona um desfecho mais que adequado ao icônico arqueólogo.




Indiana Jones e a Relíquia do Destino - uma história simples e concisa

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