João Gurgel - “Conversação de Paz” - O álbum conta com diversas participações

Babu Santana, Marcello Melo Jr. e Grupo Nós do Morro

Sérgio Ricardo nos deixou em 2020, aos 88 anos, mas a sua obra musical, que já atravessa seis décadas, segue como uma análise atual sobre o Brasil. Para mantê-la ecoando entre as novas gerações, o seu filho, o multiartista João Gurgel, lança “Conversação de Paz”, primeiro álbum solo da carreira, com canções do pai. A novidade já está disponível em todas as plataformas digitais.

Gravado pelo selo Tuhumusic, o álbum conta com releituras de sete canções emblemáticas do ícone da MPB. “Conversação de Paz” (do clássico LP “Arrebentação”, de 1971, que completa, portanto, 50 anos), “Emília" (1977), “Cacumbú” (1975), “Bate Palma” (2019), “Folha de Papel” (1963), “Bichos da Noite” (parceria com Joaquim Cardoso, de 1967) e “Lá vem Pedra” (1979) ganham novas roupagens com elementos do jazz, do pop, do soul, do funk e do rock, mas sem perder a brasilidade.


A produção musical e audiovisual, direção e arranjo são do próprio João. A produção fonográfica é do alemão Micah El Tuhu (amigo e parceiro de longa data de Sérgio), que também assina a masterização e, com Fellipe Mesquita e Gabriel Tavares, a mixagem. É acompanhado no estúdio pelos vocais da família, com Marina Lutfi, Adriana Lutfi e Luiza Lutfi, além das participações de Babu Santana, Emília Lins, Fellipe Mesquita e Marcello Melo Jr., e da banda formada por Marcos Schainberg (guitarra), Antônio Dalbó (teclado), Giordano Bruno (baixo), Neto Nbeatz (bateria), Jr. Ramos (percussão), Alexandre Caldi, Bororó Felipe, Cristiano Saramago, Diego Zangado, Edson Oliveira, Fernando Jovem, Juan Varela, Kuteer Vollmer, Luiz Felipe Caetano, Rodrigo Galha, Samir Aranha, Thiago Garcia e Victor Lemos.


Precursor da música de protesto e símbolo de resistência contra a ditadura, Sérgio Ricardo sempre foi uma motivação para que João desse sequência ao seu legado na luta da arte política. Chegaram, inclusive, a se apresentar juntos na Comissão Nacional da Verdade, que investigou violações dos direitos humanos durante a ditadura militar. Atualmente, participa de atos e movimentos, como o coletivo político cultural Politilaje. Diante do momento conturbado vivido no Brasil e no mundo, na sua avaliação, há muito a se refletir com o novo trabalho.

O lançamento de “Conversação de Paz” virá acompanhado por uma programação de lives solidárias com o objetivo de arrecadar verba para montar cestas básicas aos moradores da comunidade do Vidigal.



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