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O Prazer é Todo Nosso

Atualizado: 30 de mar.

Descontração na Abordagem de Tabus

fotos: msenna

O Prazer é Todo Nosso


Pontos Positivos:


1.Intenção Empoderadora: A peça aborda a temática do empoderamento feminino com uma abordagem contemporânea e ousada, buscando traçar os contornos desse fenômeno ao longo dos anos.


2.Exploração de Sororidade e Liberdade Sexual: A peça procura explorar os vínculos de sororidade e a liberdade sexual feminina, temas relevantes para o discurso de empoderamento.


3.Trilha Narrativa Intrigante: A direção de Bel Kutner engendra uma trilha narrativa intrigante através das múltiplas histórias apresentadas, contribuindo para a complexidade da trama.


4.Descontração na Abordagem de Tabus: A peça acerta ao abordar temas considerados tabus de maneira descontraída, contribuindo para a desconstrução de estigmas e preconceitos.


Pontos Negativos:


1.Clichês e Generalizações no Texto: O texto de Beto Brown, apesar da nobre intenção, enreda-se à sombra de clichês e generalizações que evocam resquícios de machismo, não contribuindo de maneira positiva para a libertação das mulheres.


2.Superficialidade na Análise da Metamorfose Feminina: Observa-se uma superficialidade nas reflexões acerca da metamorfose feminina, com análises restritas à proclamação da imprescindibilidade da empatia entre mulheres.


3.Restrição de Representatividade: A abordagem predominantemente heterossexual das experiências sexuais e afetivas limita a representatividade, excluindo perspectivas que poderiam enriquecer a trama.


4.Envolvimento Limitado da Cenografia e Figurino: A cenografia, figurino e design de luz carecem de um olhar mais privilegiado, buscando envolver a monologuista numa atmosfera mais rica em sensualidade para potencializar a percepção das histórias.


5.Trilha Sonora Pouco Impactante: A trilha sonora não desempenha um papel significativo em estabelecer o tom da peça, perdendo a oportunidade de amplificar momentos de humor, ironia e sinceridade propostos pelo texto.


6.Falta de Profundidade nas Questões Femininas: A peça carece de um mergulho mais profundo nas complexidades das questões femininas, sem recorrer a clichês, e de expandir as narrativas para incluir experiências como o primeiro contato com a transexualidade, a violência sexual e o assédio profissional.


avaliação: psales e msenna


resenha:


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