Parabéns Senhor Presidente, in concert - O espetáculo transporta a plateia para o ano de 1962

A beleza do universo feminino em sua complexidade


O 45º aniversário do então Presidente americano John Kennedy, comemorado em 19 de maio de 1962, ficou marcado na mitologia dos anos 1960 com a imagem de Marilyn Monroe cantando um “Happy Birthday” tão sexy quanto histórico. Naquela noite, Maria Callas foi ovacionada ao cantar “Habanera” da ópera “Carmen”. Callas e Monroe se conheceram rapidamente nos bastidores do Madison Square Garden. Esse encontro é o ponto de partida da remontagem “Parabéns Senhor Presidente, in concert”, que traz Claudia Ohana e Juliana Knust estreando como Maria Callas e Marilyn Monroe.


Com texto de Fernando Duarte e Rita Elmôr, música original de Maíra Freitas e direção de Fernando Philbert, o espetáculo transporta a plateia para o ano de 1962 e narra o encontro de Maria Callas e Marilyn Monroe nos bastidores da festa do Presidente Kennedy.


O texto organiza um diálogo que expõe, ao mesmo tempo, as distâncias e as proximidades entre as duas mulheres, ressaltando a beleza do universo feminino em sua complexidade. Em cena, dois dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação da carência afetiva, e Maria Callas, uma voz de diamante em forma de mulher. Dividindo o mesmo espaço por uma hora, as duas mulheres mais famosas do mundo conversam e cantam sobre o universo particular de cada uma, sem imaginar que Marilyn iria falecer dois meses depois.


Em cena, duas mulheres icônicas que tiveram grande projeção e fins trágicos, de universos tão distintos, se relacionando e expondo olhares diferentes a uma série de situações. Independentes e bem-sucedidas – o que era raro nos anos 1960, estas personagens falam com franqueza sobre assuntos ainda em pauta nos dias de hoje. Mais do que falar de Callas e Monroe, o texto aborda temas relevantes sobre o universo feminino. O espetáculo explora, graças ao duelo verbal entre as duas, o drama feminino dos tempos recentes, a divisão entre afeto e realização, o conflito diante do papel a desempenhar em um mundo ainda regido pelos homens. A partir da diferença inicial entre as duas, a trama desnuda, com humor, ironia e deliciosas sutilezas de raciocínio o drama único que envolve muitas mulheres em nosso tempo. Fala de mulheres, hoje e não apenas de figuras célebres. A história está na esquina dos dias de todos os que enfrentam a luta da vida.


Ficha técnica

Texto - Fernando Duarte e Rita Elmôr | Direção - Fernando Philbert | Elenco – Claudia Ohana e Juliana Knust Música original – Maíra Freitas | Preparação vocal – Paolla Soneghetti | Cenário e figurinos – Fernando Duarte | Iluminação – Vilmar Olos | Projeções - Aníbal Diniz | Visagismo – Chico Toscano | Perucas – Alessandra Amorim | Fotos – Pino Gomes | Cenotécnico – André Salles e equipe | Operador de som – Bob Nascimento | Operador de luz – Luiz Martins | Diretor de cena - Ricardo Silva | Operação de vídeos – Aníbal Diniz | Designer Gráfico – Thiago Ristow | Coordenação de produção – Fernando Duarte | Direção de produção – Fabrício Chianello | Produção – Vissi Darte Produções | Realização – Smille Produções Artísticas e Experiência Entretenimento

Classificação: 14 anos | Duração: 75 minutos.


Palco Instituto Unimed-BH em Casa, que será apresentado ao vivo, online e gratuitamente no dia 23 de setembro de 2021 (5ª feira), às 20h30, direto do palco do Teatro Claro Rio, com transmissão pelos canais no Youtube do Sesc em Minas, do Teatro Claro Rio e da Pólobh Produtora, e pelo Canal 500 Claro TV.

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