

A ideia de que vivemos presos em uma “ilusão de conhecimento” provoca reflexão, mas também revela uma limitação. Ela sugere que existe um ponto de vista mais correto do que os outros. Esse ponto de vista, por coincidência, é o de quem analisa. Nesse caso, não se desmonta uma ilusão. Apenas se substitui por outra, com aparência mais sofisticada.
Editora:Globo Livros

A escrita é clara, acessível e quase didática, ideal para o público que acredita que "vacina contra tifo" é sinônimo de mágica milagrosa. Para quem conhece pesquisa científica de verdade, é impossível não soltar uma risada de descrença diante de tanto esforço para transformar o óbvio em um episódio épico do cotidiano. A tentativa de humanizar os cientistas funciona, mas às vezes roça o patético.
Editora: ICH

O livro nasce de um impulso legítimo. Ele busca romper com a apatia, recuperar a coragem política e reacender o desejo por mudanças profundas. Há uma energia incômoda em suas páginas, algo que impede a acomodação. Ao criticar a adaptação excessiva e o medo como eixo da ação política, Vladimir Safatle identifica com precisão um traço marcante do nosso tempo: a naturalização de horizontes estreitos.
Editora: Planeta










