
Folhetim, é aquele tipo de livro de prosa limpa, elegante e funcional. Não tem gordura, não tem firula, não tem metáfora pedindo aplauso. É uma escrita que parece ter feito terapia e sabe exatamente o que sente. Funciona? Funciona. Mas, às vezes, dá vontade de sacudir o autor pelos ombros e dizer: “César, meu filho, você pode exagerar um pouquinho. Ninguém vai te multar por isso.”
Editora: Laranja Original

A obra segue o conhecido roteiro do gênero: templários, Maria Madalena injustiçada, a Igreja Católica como vilã milenar e um Jesus com uma vida pessoal mais complexa do que o Novo Testamento sugere. A narrativa sugere uma grande revelação, mas se aproxima mais de um podcast conspiratório narrado com voz grave às três da manhã.
Editora: Jaguatirica

O leitor recebe espelhos, pausas e silêncio, desde que não os use para questionar por que certas histórias se repetem ou por que a iluminação emocional quase sempre exige que alguém aguente mais do que o razoável. O infinito pode até estar dentro de cada um, mas o livro parece confiar demais nessa ideia para justificar relações que talvez pedissem menos introspecção e mais limite.
Editora: Gôndola





