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SOB A ÓTICA DO ESPECTADOR
ENTREVISTAS
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LIVROS

A proposta de Roteiros Extraordinários é transformar experiências vividas em mais de cinquenta destinos em histórias de viagem. O livro parte da constatação de que viajar raramente corresponde ao planejamento inicial, pois o acaso, os imprevistos e os encontros inesperados frequentemente alteram o percurso.
Editora:

Há uma pergunta que surge logo no começo do livro: é possível ser contra o sistema sem fazer parte dele?
A pergunta parece simples. Mas perguntas simples, como sabemos, são perigosíssimas. Normalmente começam com “é possível?” e terminam em filosofia, sociologia e alguém cancelando o cartão de crédito porque descobriu que até a camiseta anticapitalista custou dinheiro.
Editora: Buzz

Falsa Silhueta não parece interessada em oferecer ao leitor uma reflexão convencional sobre identidade ou sobre as máscaras que as pessoas utilizam no cotidiano. Reduzir a obra a uma discussão sobre aparência e essência seria limitar sua força, pois o livro ultrapassa o conflito entre aquilo que alguém mostra e aquilo que esconde.
Xeroque edição limitada
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Espermagedom usa a fecundação para questionar nossa obsessão por propósito
Espermagedom transforma a fecundação em uma aventura épica. Porque, aparentemente, quando você olha para um processo biológico envolvendo células microscópicas, fluidos e uma quantidade absurda de organismos que não vão chegar a lugar nenhum, a conclusão natural é: “Isso daria um ótimo filme de ação”. E, estranhamente, funciona. Não porque exista algum heroísmo escondido na reprodução humana, mas justamente porque não existe.
10 de set.


A vitória do Coyote: persistir quando até o filme é condenado ao fracasso
Ler Coyote vs. Acme pela perspectiva de Dave Green revela um filme que procura atualizar o personagem sem transformá-lo em símbolo excessivamente elaborado. Seu cinema privilegia personagens, infância, amizade e aventura, tratando a nostalgia com responsabilidade: revisitar figuras conhecidas sem transformar o passado em mera decoração nem exigir que o público adulto volte a ser criança.
27 de ago.


Anatomia do Caos: A Força da Denúncia, o Limite da Investigação
Anatomia do Caos escolhe revisitar a condução da pandemia de Covid-19 no Brasil partindo da premissa de que recordar constitui um dever cívico. Sob esse aspecto, seria difícil estabelecer divergências. O negacionismo, a sabotagem das políticas sanitárias, a promoção de medicamentos ineficazes, a demora deliberada na aquisição de vacinas, as suspeitas de corrupção e o saldo de centenas de milhares de mortos permanecem registrados por um conjunto de evidências suficientemente r
2 de jul.


Supergirl e a melancolia dos sobreviventes
Kara Zor-El ocupou uma posição curiosa dentro do imaginário da DC. Nunca desfrutou da centralidade mítica do Superman, tampouco carregou o fascínio sombrio reservado ao Batman. Permaneceu numa espécie de território intermediário, suficientemente próxima de um dos maiores símbolos da cultura pop para ser constantemente comparada a ele, mas distante o bastante para que sua identidade fosse tratada como derivação. Supergirl consiste em compreender que essa condição não represent
25 de jun.


Toy Story 5: O dia em que os brinquedos perceberam que perderam uma guerra sem sequer terem sido convidados para a batalha
Existe uma crueldade quase cômica no destino dos brinquedos de "Toy Story". Durante décadas, eles passaram todo o tempo preocupados com o rival errado. Primeiro foi o brinquedo mais novo, mais brilhante, mais tecnológico, aquele que chegava dentro de uma caixa reluzente com cheiro de fábrica e a arrogância de quem sabia que seria o presente mais desejado da manhã de Natal. Depois vieram os videogames, os aparelhos eletrônicos e as novas modas que transformavam antigos tesouro
18 de jun.


“Obsessão” Mostra como o machismo sempre flertou com o terror
“Obsessão” é aquele tipo de filme que começa parecendo uma comédia romântica sobre gente emocionalmente esquisita e termina como um colapso psicológico embalado por trauma, carência afetiva e absoluta recusa masculina em fazer terapia. E existe algo profundamente assustador em um homem inseguro que, em vez de amadurecer emocionalmente, ganha acesso à magia.
13 de mai.


Pinóquio: Uma fábula delicada que oscila entre o encanto e a superficialidade
Esta releitura de Pinóquio aposta na suavidade como principal recurso. O resultado é uma obra visualmente elegante e coerente, mas que evita riscos narrativos e emocionais. Encanta pela forma, mas deixa a sensação de que poderia ter explorado com mais coragem as complexidades de sua própria história.
16 de abr.


O Drama: Você ri… até perceber que não devia
A confissão é o ponto de virada. E dá vontade de perguntar: para quê? Existe uma linha tênue entre honestidade e autossabotagem, e aqui ela é atravessada sem hesitação. Foi imprudente? Sem dúvida. Mas também profundamente humano. E isso impede qualquer leitura simplista, não tem inocente limpo, não tem vilão sujo.
2 de abr.


Manual Prático da Vingança Lucrativa: Sátira elegante sobre herdeiros, ambição e crime corporativo
O mérito central da obra reside em não romantizar seu protagonista. Ele não é um gênio do mal nem um visionário perverso. É um homem comum que converte frustração em cálculo estratégico. Essa banalização do mal é, talvez, o comentário mais incisivo do filme.
No conjunto, a obra configura uma sátira sobre herdeiros que tratam trauma como capital simbólico.
25 de fev.


A Miss: Excesso, Autoridade e a Fragilidade da Redenção
Dirigido por Daniel Porto, A Miss retoma um arquétipo recorrente da comédia popular brasileira: a mãe expansiva que confunde amor com imposição. A premissa é simples e promissora. Iêda, dona de salão de beleza, decide que a filha precisa se tornar miss para realizar um sonho que, na verdade, é dela. O conflito central nasce desse deslocamento de desejo. O problema é que o filme opta por explorar essa tensão quase exclusivamente por meio da histeria.
23 de fev.


A Empregada quando a terapia é mais cara que a diária na mansão
O tom campy não enfraquece o thriller. Pelo contrário, escancara o absurdo. A Empregada entende que o psicológico também pode ser teatral, que o trauma pode entrar em cena maquiado e que, às vezes, rir enquanto tudo pega fogo é a forma mais honesta de falar sobre poder, classe e controle.
15 de jan.


Marty Supreme - o vazio carismático e a estética da sedução sem alma
Um filme sobre ambição que evita o único lugar onde a ambição realmente se revela: o vazio. A solução é seguir em frente. Outra cidade, outra jogada, outra música épica. O espectador completa o sentido sozinho, como em um relacionamento tóxico no qual só um dos lados faz o trabalho emocional.
Quando acaba, fica a sensação de ter assistido a algo grande sem saber exatamente o quê. Como sair de uma palestra motivacional convencido de que a vida mudou, até chegar ao estacionamen
12 de jan.


Família de Aluguel: Quando o afeto vira serviço
Ambientado no Japão contemporâneo, o longa mostra uma sociedade cheia de regras, horários e compromissos, mas com um vazio emocional cuidadosamente organizado. Nesse cenário, alugar uma família não soa como um delírio criativo, mas como uma solução prática. Afinal, se todo mundo já finge estar bem no trabalho, em reuniões sociais e em almoços de domingo, pagar alguém para fingir junto parece apenas profissionalizar o processo.
8 de jan.


Mãe Fora da Caixa: Quando a Maternidade Não Vem com Manual
“Mãe Fora da Caixa” não quer ensinar ninguém a ser mãe. Não quer aconselhar, doutrinar ou romantizar. O filme simplesmente estende a mão e diz: “Tá difícil pra você? Relaxa. Pra todo mundo tá. Senta aqui, toma um café frio e vamos rir juntos desse caos perfeitamente humano.” Com humor afiado, direção sensível e um elenco em sintonia absoluta, o longa entrega identificação, ternura e verdades que finalmente cabem no mundo real.
26 de nov. de 2025


Wicked: Parte 2 – A Fantasia que Só é Fantasia Porque o Brasil Já Tem os Direitos Autorais
Jon M. Chu dirige tudo com a elegância de quem sabe que não está apenas contando uma fantasia, mas construindo uma parábola sobre Estados que criminalizam dissidências, sobre mídias que constroem versões oficiais dos fatos e sobre a facilidade com que se cria uma bruxa quando o que se quer esconder é a incompetência dos verdadeiros feiticeiros do poder.
20 de nov. de 2025


Os Roses - Olivia Colman e Benedict Cumberbatch Explodem em Drama Brutal Sobre o Fim do Amor
"Os Roses" é um míssil teleguiado lançado contra o romantismo tradicional, com atuações avassaladoras e um humor tão ácido que poderia derreter alianças de casamento. Mas, como toda guerra longa demais, há baixas desnecessárias, redundância estratégica e desgaste psicológico.
28 de ago. de 2025


O Rei da Feira — Mistério, mortos e o assassinato da comédia brasileira
O Rei da Feira não é um filme. É um feitiço inacabado: conjurado com entusiasmo, mas sem precisão. Faltou alquimia, sobrou barulho. E o trono da comédia segue vazio, à espera de um verdadeiro herdeiro.
27 de ago. de 2025


O Ritual - Exorcismo Longo, Terror Curto, e o Diabo de Braços Cruzados | Crítica | Cinema
Mesmo que o filme seja morno como sopa de convento, Pacino encarna o exorcista com autoridade papal e olhar que fura o véu do além. Um ícone da atuação enfrentando legiões com o poder do olhar cansado.
31 de jul. de 2025


Filhos - Quando o drama psicológico cede à falta de lógica | Crítica | Cinema
O filme levanta discussões interessantes: como lidar com a dor irreparável? É possível perdoar o imperdoável? O problema é que essas questões ficam no rascunho, abafadas por um enredo que prefere conduzir o espectador pela mão, em vez de desafiá-lo a pensar por conta própria.
29 de jul. de 2025


Trailer "Avatar: Fogo e Cinzas": Cameron Descobre o Fogo — E Queima a Linha Entre Gênio e Fanfic Elemental | Cinema | Resenha
Cameron ainda domina a gramática do espetáculo. Cada quadro parece um afresco de ficção científica pintado com luz líquida e CGI de valor ritual. As arraias-voadoras-místicas merecem um spin-off contemplativo em slow motion eterno.
25 de jul. de 2025
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