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Banduo - “Dobras”: Bandolim sem coleira

Um truque de mágica com cordas

Dobras não é um disco. É quase um truque de mágica com cordas, daqueles que você sabe que tem técnica por trás, mas prefere só curtir o susto.


Dois bandolins, um desafio

Dois bandolins. Parece pouco, né? Quase uma provocação. Mas é aí que mora a graça. Eles pegam esse instrumento todo comportado, cheio de tradição, e resolvem bagunçar o coreto sem pedir licença.


Banduos

Tradição sem amarras

E fazem isso com classe, que é o mais divertido. Não ficam pagando pedágio à tradição. Conhecem tudo, respeitam, mas não viram estátua. O choro aparece, claro, mas vem de mãos dadas com um flerte esperto com o erudito. Só que sem aquela cara de museu empoeirado. Aqui tem vida.


Sem pose, só escuta

O melhor é que não tem pose. Não é “olha como somos sofisticados”. É mais “olha o que acontece quando a gente se escuta de verdade”. E isso, meu bem, vale mais do que qualquer diploma na parede.


Banduos

A dança das “dobras”

Essas “dobras” não são firulas de título. São a alma do negócio. Dois instrumentos que não brigam por atenção. Eles se cutucam, se desafiam, às vezes se abraçam. Um puxa, o outro segura. Quando você vê, estão dançando juntos. Coisa fina. E rara.


Um bandolim com personalidade

Finalmente solto da jaula do “certinho”. Em alguns momentos, ele fica atrevido. Em outros, dramático. Às vezes até debochado. Personalidade não falta.


fotos: divulgação

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